X

Fale Conosco:

Aguarde, enviando contato!

CFMRC - Centro de Formação, Mediação e Resolução de Conflitos

A comunicação não-violenta e a cultura da paz

Saiba como a CNV nos ajuda a reformular a maneira como nos expressamos

Por Valda Maria Calderaro de Azevedo dia em Artigos

A comunicação não-violenta e a cultura da paz
  • Compartilhe esse post
  • Compartilhar no Facebook00
  • Compartilhar no Google Plus00
  • Compartilhar no Twitter

A comunicação não-violenta e a cultura da paz

 As frases agressivas que ouvimos de professores, de colegas, dos nossos pais, familiares são tão comuns que difícil não ter na memória registros em algum momento da nossa vida. Tão comum que, por muitas vezes, nos também pronunciamos. A verbalização comumente usada entre nós parecem desconsiderar a violência que está por trás de cada palavra e seus efeitos, principalmente sobre crianças e adolescentes que ouve.

 É costume pensar que a violência está diretamente ligada à agressão física, por isso esquecemos que muitas vezes experimentamos situações de violência que marcaram profundamente nossas vidas, contudo, nenhum arranhão na pele. São termos inadequados, jocosos, apelidos, respostas rápidas, com tons “engraçados” que expõe, humilha, deflagra um bombardeio ao auto estima.

 A comunicação não-violenta, aqui mencionada de simplesmente CNV, criada pelo americano Marshall Rosenberg, é um método de comunicação simples, clara, empática, que almeja encontrar uma forma para que as pessoas falem o que para elas é importante, naquele momento, sem contudo, culpar, humilhar, envergonhar, coagir ou ameaçar o outro.

 Todo ser humano tem a capacidade de nutrir o sentimento de compaixão, de escuta verdadeira pelo próximo, o que nos dá oportunidade de construir uma cultura de expressão que auxilie na resolução dos conflitos. Por isso, a CNV preocupa-se em conectar as pessoas através de um diálogo útil a resolver conflitos e sedimentar uma convivência consciente, presente e antenado às verdadeiras necessidades de si mesmo e do outro.

 Todavia, nas diferenças culturais e nos moldes que se apresentam atualmente a nossa comunicação, percebemos que vários fatores afetam a nossa capacidade de nos manter compassivos em razão, principalmente do papel da linguagem no nosso uso diário das palavras.

O que a CNV propõe é uma abordagem específica da comunicação. Um falar e um ouvir diferenciado a ponto de nos entregarmos de coração à uma ligação com nós mesmos e com os outros. O objetivo primordial é afastar a violência do nosso coração, fazendo florescer a nossa compaixão natural.

 Não estamos falando aqui de um sentimento romântico, mas de uma comunicação compassiva, que, de certa forma, nos reeduca na maneira de falarmos, pois nossas palavras, apesar de não considerarmos “violenta”, não raras vezes, nos induzem a magoar, ofender, causar dor para os outros ou a nós mesmos.

 A CNV nos ajuda a reformular a maneira como nos expressamos e ouvimos os outros. Não como respostas repetitivas ou automáticas, mas conscientes e embasadas na consciência do que estamos percebendo, sentindo e desejando. Pontos cruciais da expressão honesta e clara que devolve ao outro uma atenção respeitosa e empática.

 Na prática, na “vida real” o que percebemos são relacionamentos superficiais, com aproximações virtuais, cujo conhecimento do outros é vazio, eivado de informações manipuladas em busca da aceitação de perfis estabelecidos por redes sociais. As teclas trabalham em prol de um pensamento adequado a um padrão distante de um sentimento de pertencimento, de cuidado que, por muitos, ultrapassador de limites de exposição e invasão da privacidade.

 Por outro lado, o medo de se expor, o não reconhecimento e a inexpressão de sentimentos, são obstáculos para a resolução de conflitos, por mais simples que sejam. Nesse passo, as reações que se tem diante deles, que com frequência é violenta, bruta, intolerante, injusta.

 Dessa forma, ao compreender o lugar que ocupa nos espaços de atuação e nos relacionamentos, comunicar-se compassivamente, expressando sentimentos e interesses, desenvolvendo uma escuta ativa, que traduza as necessidades do outro, reconhecer-se como responsável pelas ações, participar das discussões e decisões, emitindo opiniões, agir de acordo com os princípios de liberdade, justiça, solidariedade e tolerância, aproxima-nos do outro e nos faz colaboradores e construtores da Cultura de Paz.

Valda Calderaro

Você quer se destacar na multidão? Acesse aqui! time de vencedores na área juridica.

  • Compartilhe esse post
  • Compartilhar no Facebook00
  • Compartilhar no Google Plus00
  • Compartilhar no Twitter

Deixe seu comentário aqui: