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CFMRC - Centro de Formação, Mediação e Resolução de Conflitos

As seis piores atitudes na gestão de conflitos

Seis dicas das piores atitudes que não devem ser adotadas, e quando são, marcam erros na gestão de conflitos.

Por Valda Maria Calderaro de Azevedo dia em Artigos

As seis piores atitudes na gestão de conflitos
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Existem muitas dicas de gerenciamento de conflitos, que levam o gestor a construir um "kit" como ferramenta para administrar o local de trabalho. No entanto, há algumas dicas que, de forma alguma, poderão fazer parte desse kit. Então, mova-as para o arquivo "não use!".

Se você ouvir falar que em algum treinamento foi orientado a seguir "é melhor deixar de lado", cuidado! Nas diversas situações qualquer uma das dicas pode incorrer em uma trágica decisão de gerência. Aqui estão algumas das dicas mais difíceis de gerenciamento de conflitos:

As piores dicas de gerenciamento de conflitos de todos os tempos

  1. Ignore, e isso irá desaparecer.

 Aah, essa é a pérola velha. Esta pérola é o número um, porque é universalmente utilizada em todos os locais e inclusive nas indústrias, na cidade e no país e por pessoas em todos os níveis, em todas as empresa. O aspecto que mais surpreende é como esta "dica" é seguida, pois aqueles que ignoram o conflito sabem que não funciona. No entanto, eles ainda optam por seguir a linha do "vai passar!".

 O conflito entre funcionários não desaparece e tende a aumentar e a contagiar outras pessoas da equipe.

Se você foi culpado por seguir essa dica no passado, tudo bem. Mas agora é a hora de aprender a gerenciar melhor o conflito. As dicas aqui expostas ajudarão você a se tornar mais confiante ao gerenciar conflitos no local de trabalho.

   2. Lide com ele "CONFLITO" amanhã / próxima semana / depois da próxima lua cheia / quando as estrelas se alinham ...

 Tenho que amar a sugestão de procrastinação. Oh sim, por que hoje, quando pode-se resolver de uma vez, deixo para amanhã, ou aquele para aqule tempo interminável que nunca chega... nunca, nunca. Eu vi essa "dica" usada para "dar tempo às pessoas para se acalmar" - mesmo para um conflito no início de uma mudança. Mas, se fosse realmente usado para esse propósito e não convenientemente "esquecido" pelo supervisor/gerente, as coisas poderiam ser melhores nesses locais de trabalho.  

 Há momentos em que se consegue resolver o conflito no dia seguinte, mas o melhor a fazer, assim que se percebe o conflito, é abordar cada pessoa separadamente para que saibam que tem ciência da existência dele, "o conflito". Então, a sugestão é informar que irá abordar o assunto no dia seguinte para discutir e ver se há necessidade de algum ajuste.

Se não tiver certeza de como ter a conversa inicial como mediador, vamos aprender sobre o assunto. Mas não deixe de abordar em uma conversa por isso. Agende um tempo determinado para a conversa. Aguns estudiosos indicam 90 minutos para uma reunião sem interrupções, internet, whatsapp, somente os envolvidos no conflito.

  3. Se você se envolver, você só vai piorar as coisas.

 Se você não tem certeza de como gerenciar o conflito de outras pessoas, está tudo bem. Então não o faça porque realmente pode piorar as coisas. Mas não deixe isso pra lá, não faça de qualquer jeito, procure apoio de um profissional, mesmo que tenha boa vontade em harmonizar a situação. Se você tiver acesso a um profissional interno de recursos humanos (RH), entre em contato com ele imediatamente. Se você não tiver acesso ao serviço, entre em contato com um gerente de conflito ou com um mediador profissional. Prestigie seu pessoal, busque saber se em sua equipe existem pessoas habilitadas em como gerenciar conflitos. Sua equipe agradecerá e o conflito será gerido profissionalmente, com resultados positivos.

  4. Entraram nesse "conflito" por conta própria. Deixe-os sair dele por conta própria.

 Humm, isso é dica, no mínimo, para pessoas que também não estãoa nem um pouco comprometido com o sucesso da empresa. É o mesmo que dizer: "Uma criança brincando com jogos que inicia um incêndio, deve ser a única responsável por apagar o fogo". Se seus funcionários se encontram em conflito, é provável que eles não saibam como parar e/ou administrar o que os envolve. Se soubessem como administrar uns aos outros, não haveria um conflito.

  5. Deixe-os levar ao ministério do Trabalho.

  Mesmo? Claro, você pode seguir esta dica, mas ao mesmo tempo:

 - Observe o bom nome e reputação do seu negócio desaparecer;
 - Esteja preparado para realizar festas de despedida para seus melhores funcionários (por que eles não querem trabalhar para uma empresa com pouca reputação);
 - Observe a queda na moral do pessoal remanescente;
 - Abra sua carteira, pois haverão despesas financeiras associadas a processos longos (e lembre-se de adicionar o tempo gasto no assunto e longe do negócio como de costume) e
 - Espere perder o sono antes que tudo acabe.

 Estamos todos familiarizados com os primeiros socorros para gerir uma lesão física, pequenos acidentes etc. Então certifique-se em saber ou ter uma equipe preparada para gerenciar o conflito no local de trabalho. Isso vai economizar reputações, tempo, dinheiro, sono e mantém sua equipe boa trabalhando para você. Invista em cursos de gestão de conflito e não se limite a indicar e incluir apenas o pessoal de RH, outras pessoas na sua empresa podem estar ineressados em ajudar nas relações interpessoais entre os colegas.

  6. Deixe-os (fisicamente) lutar contra isso. 

 "Sai muito caro ter uma equipe de gerenciamento de conflitos!". Essa é a primeira coisa a se ouve de um empresário.

 A luta física pode remover a acumulação de agressão ou apaziguar os hormônios dentro do corpo, mas no final da luta, o conflito não foi abordado e ninguém sabe como, e se, as coisas vão ser resolvidas da mesma forma no futuro.

 Acredite, em todos os locais, grupos, comunidades, famílias vão existir os conflitos. Entretanto, para sobreviver e prosperar vai depender de como o conflito é gerenciado. Dentro da sua empresa não é diferente. É cada vez mais comum empresas fortes não prosperar, falir por neglicênciar "pequenos conflitos" entre seus funcionários. Você vai deixar que isso aconteça? Pense nisso!

Inspirado em: site doylesolutions.com

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